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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Conexões 4G LTE e WiMAX: o que podemos esperar delas

Enquanto ainda descobrimos as maravilhas do mundo 3G, tecnologias como WiMAX e LTE podem definir os rumos da próxima geração da comunicação móvel. Confira!

Leia mais no Baixaki: http://www.baixaki.com.br/tecnologia/8722-conexoes-4g-lte-e-wimax-o-que-podemos-esperar-delas.htm#ixzz1EnXV7hMh

O que podemos esperar das conexões 4G?

Muita coisa mudou desde a primeira geração de celulares. Durante a fase conhecida como 1G, o sinal era analógico e suscetível a interferências. Além disso, a falta de criptografia permitia que o sinal fosse interceptado e que o telefone fosse clonado.

A chegada da segunda geração (2G) proporcionou grandes avanços, incluindo o uso de sinal digital, que entre outras funcionalidades, permite ser codificado. Com essa geração ganhamos um recurso que hoje em dia parece essencial: o SMS. Os aparelhos e as baterias também diminuíram de tamanho, já que o sinal digital exigia menos largura de banda e consumia menos bateria.

Já a terceira geração (3G) foi usada pela primeira vez em 2001, mas começou a ser desenvolvida em 1992. Além de uma largura de banda maior e uma cobertura mais ampla, o padrão 3G proporcionou que novos serviços fossem desenvolvidos, possibilitando que usuários agora pudessem acessar aplicações via internet, fazer videochamadas e até assistir aos programas de TV favoritos na telinha do celular.

Agora, enquanto navegamos com nossos smartphones, a indústria já começa a planejar a quarta geração (4G) de telefones e comunicações móveis. Palavras misteriosas, como LTE, WiMAX e, mais recentemente, LTE Advanced, começaram a aparecer em notícias que anunciam as possíveis tecnologias que definirão o padrão 4G.

Mas o que são essas tecnologias? Quais serão as diferenças entre 3G e 4G? E afinal, por que devemos prestar atenção no LTE Advanced?

3G vs. 4G

Quais as principais diferenças entre as gerações?

O padrão 3G, assim como seu antecessor 2G, também trouxe avanços muito significativos para a telefonia móvel. Pela primeira vez, usuários podiam usar um navegador web parar navegar na internet, e proporcionava largura de banda suficiente para assistirmos a vídeos no YouTube e enviarmos mensagens com conteúdo multimídia.

Com o 3G, os celulares foram transformados em espécies de minilaptops. Mas o 4G pretende mudar o cenário e ir além, suportando um número maior de protocolos utilizados via internet, além do aumento exponencial da largura de banda. Isso permitirá o uso simultâneo de voz, jogos com acesso a internet e serviços multimídia via streaming.

Se compararmos os dois padrões, as redes 4G podem chegar a ser de 4 a 100 vezes mais rápidas que o sistema em uso atualmente. Além disso, o padrão 4G está sendo desenvolvido de forma que possibilite o controle da banda, possibilitando que algumas aplicações tenham prioridades sobre as outras ao utilizarem a conexão.

E depois do IPcalipse, é essencial que o padrão 4G também tenha suporte para IPv6, já que o número de pessoas online deve aumentar ainda mais.

Assim como padrões anteriores, o 4G também é definido pela International Telecommunication Union (ITU), uma agência das Nações Unidas de assuntos relacionados à tecnologia da informação e da comunicação.

Embora essa definição ainda não esteja completamente acertada, alguns fabricantes já têm produzidos celulares compatíveis com as tecnologias que farão parte do novo padrão. Um desses aparelhos é o Motorola Atrix, o potente celular anunciado na Consumer Electronics Show deste ano.

As tecnologias 4G

Algumas das tecnologias pré-4G já estão no mercado há alguns anos, mas ainda não atingem completamente as exigências da ITU, que espera taxas de transferência a 1 Gbit/s.

Atualmente, empresas vêm comercializando a marca 4G em seus produtos como sinônimo de suporte para WiMax e Long term evolution (LTE). Vejamos o que são e para que serve cada uma dessas tecnologias.

Worldwide Interoperability for Microwave Access (WiMAX)

Equipamentos para estação WiMAX

Fonte da imagem: Wikipedia

Esse protocolo de telecomunicações foi implementado com base no padrão de redes sem fio IEEE 802.16, com o objetivo de levar uma alternativa ao cabo ou à DSL para o acesso a uma conexão de banda larga.

O funcionamento das redes WiMAX é semelhante ao das redes Wi-Fi, mas com um alcance muito maior. A implementação atual do WiMAX pode transferir dados em até 40 Mbit/s, mas com as próximas atualizações pretende chegar à marca de 1 Gbit/s.

O protocolo, que tem sido apelidado de “Wi-Fi com esteroides”, pode oferecer uma maneira barata de levar a conexão de banda larga a lugares distantes, como propriedades rurais. Isso acontece porque a tecnologia possui uma área de cobertura muito maior, como a dos celulares, e dispensa o investimento em infraestrutura capaz de levar cabos até as casas dos clientes.

Estação WiMAX

Fonte da imagem: Wikipedia

A tecnologia foi usada para ajudar na comunicação em Aceh, território da Indonésia atingido por um tsunami em 2004. Na época, toda a infraestrutura foi prejudicada pelo desastre natural, com exceção das comunicações por rádio amador.

O WiMAX possibilitou conexões de banda larga que ajudaram a recuperar a comunicação com áreas não afetadas. Posteriormente, a mesma tecnologia ajudou a manter a comunicação entre as equipes de ajuda às vítimas do Furacão Katrina.

Além desses casos, Europa e Coreia do Sul já adotaram padrões de banda larga sem fio, como a HiperMAN e a WiBro, ambas compatíveis com a WiMAX.

Long term evolution (LTE)

A LTE foi desenvolvida pela Third-Generation Partnership Project (3GPP) como uma espécie de evolução do High-Speed Packet Access (HSPA), a tecnologia GSM que é utilizada atualmente como banda larga 3G por empresas como a AT&T. A criação da 3GPP funciona como uma técnica de modulação, capaz de transmitir 100 Mbps em cada canal e, com isso, possibilitar um desempenho semelhante às conexões de banda larga de hoje, via cabo.

Os primeiros usos públicos da LTE aconteceram nas cidades de Estocolmo e Oslo, em dezembro de 2009, com terminais para os usuários criados pela Samsung. Também é possível encontrar redes LTE nos Estados Unidos, fornecidas pela Verizon e pela AT&T.

Atualmente o projeto ganhou uma atualização e foi rebatizado como LTE Advanced, que parece ser o candidato mais provável para o que chamaremos um dia de 4G, já que vem ganhando a atenção de grandes operadoras. A principal razão para isso é o fato de que a LTE oferece uma transição mais natural da tecnologia em uso atualmente, a GSM, que tem mais de 3 bilhões de usuários espalhados pelo mundo.

Totalmente compatível com as primeiras versões da LTE, a LTE Advanced é capaz de alcançar taxas de download de 3,3 Gbits por setor da estação base, em situações ideais. Isso levaria a LTE além dos requerimentos solicitados pela ITU.

Em condições normais, a LTE seria capaz de entregar uma taxa de download de 1 Gbps para dispositivos móveis parados, ou cerca de 100 Mbps caso o usuário esteja em movimento, como em uma carro ou trem. Já a taxa de upload da conexão é de 200 Mbps.

Além disso, a LTE Advanced também fornece uma cobertura mais ampla, a um custo mais baixo. Para prover tanta velocidade, a LTE Advanced faz uso de uma antena do tipo MIMO (Multiple-Input, Multiple-Output), que aumenta a capacidade das ondas de transmissão. Além disso, o futuro da LTE promete que ela será capaz de “consertar” a comunicação automaticamente, caso uma das células de transmissão fique indisponível.

Nos Estados Unidos, a Verizon pretende ampliar comercialmente os serviços baseados em LTE até o início de 2012. A proposta da operadora é substituir completamente a tecnologia 3G pela 4G até o final de 2013, expandindo assim a área de cobertura dos serviços.

Marketing e a quarta geração

Afinal, já existe 4G?

Embora já tenhamos aparelhos compatíveis com “4G”, é bom lembrar novamente que o padrão ainda não está totalmente definido e pronto para uso.

Em setembro de 2009 a ITU recebeu novas propostas de candidatos a 4G, todas baseadas em WiMAX (802.16m) e LET Advanced. É bom lembrar, porém, que embora essas tecnologias estejam de acordo com os requerimentos exigidos pela LTU, elas ainda não estão completamente implementadas. Portanto, podemos chamá-las de pré-4G, ou de 3.9G.

Pode-se argumentar que essas tecnologias estão além da 3G, já que usam uma frequência diferente e não são compatíveis com a geração anterior. Porém, como elas ainda não atendem efetivamente os requerimentos da 4G, elas também não poderiam ser consideradas como tal. Mas certamente essas são as tecnologias que mais chegam perto do novo padrão que vai revolucionar a telefonia móvel.



Leia mais no Baixaki: http://www.baixaki.com.br/tecnologia/8722-conexoes-4g-lte-e-wimax-o-que-podemos-esperar-delas.htm#ixzz1EnXeKXgj

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

4ª Feira do Livro de São Luís Recebe Doações

7 de outubro de 2010 às 18:01

Compartilhar e acrescentar conhecimento através da troca e da doação de material faz parte das atividades da Feira do Livro, uma promoção da Prefeitura de São Luís por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func). Para colocar a ideia em prática, promovendo um intercâmbio de leituras e leitores, o evento traz o “Troca-Troca Literário”, espaço em que livros previamente doados são postos à disposição do público para que cada um troque o material que tem em mãos por algum dos que estão sendo disponibilizados.

Desde o dia 30 de setembro, os organizadores da Feira estão recebendo livros para doação. Podem ser obras dos mais diversos temas e autores, inclusive exemplares didáticos ou revistas em quadrinhos. Os interessados podem se dirigir à Func e entregar as doações no protocolo, aos cuidados de Pedro Matias, pela manhã, e na Coordenação de Eventos, aos cuidados de Ana Maria ou Josi Oliveira, pela tarde.

Durante a Feira, as doações continuam. Ao final do evento, as obras que restarem serão repassadas para a Biblioteca Municipal do Bairro de Fátima que, na edição de 2009, recebeu mais de 500 livros. O Troca-Troca foi considerado um sucesso pelos organizadores.

“A movimentação no espaço foi muito boa. Começamos a Feira com cerca de 30 livros, mas aqueles que vinham para trocá-los acabavam trazendo muitos outros para serem doados. Nesta 4ª edição, a nossa expectativa é de que seja ainda melhor”, afirmou a responsável pelo espaço, Carolina Sopas.

O Troca-Troca Literário foi idealizado pelos organizadores da tradicional Feira de Porto Alegre e trazido para o Maranhão por iniciativa do coordenador da Feira em São Luís, Jose Maria Paixão Filho. O espaço visa colocar o livro em seu objetivo: ser lido em vez de ficar guardado em uma prateleira.

A Feira do Livro de São Luís é uma promoção da Prefeitura de São Luís por meio da Fundação municipal de Cultura (Func). Este ano, terá como tema “O Livro é guia e instrumento da sabedoria” e acontecerá no período de 12 a 21 de novembro, na Praça Maria Aragão.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

FEI Vai Sediar Evento de Robótica e IA


Vinicius Aguiari, de INFO Online
Quinta-feira, 12 de agosto de 2010 - 15h38

São Paulo - O Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) vai receber entre os dias 23 e 28 de outubro o Joint Conference, palco para apresentações de pesquisas e competições em robótica, inteligência artificial e redes neurais.

O Joint Conference abrigará simultaneamente três eventos da Sociedade Brasileira de Computação (SBC): a IV Jornada de Robótica Inteligente (JRI); a Competição Latino-Americana de Robótica; e as finais da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR).

Além disso, o evento será sede do XX Simpósio Brasileiro de Inteligência Artificial (SBIA), e do XI Simpósio Brasileiro de Redes Neurais Artificiais (SBRN). Vai receber também workshops, minicursos e palestras internacionais.

O evento espera reunir cerca de 600 estudantes, desde o ensino médio até pós-graduação, além de 150 pesquisadores. Mais de 200 robôs devem ser apresentados.

Mais informações podem ser obtidas no www.jointconference.fei.edu.br.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ENACOMP 2010

O VIII ENACOMP - 2010 - Encontro Anual de Computação - UFG é um importante evento na área de Computação com duração de 3 dias que reune pesquisadores, especialistas, alunos e profissionais da indústria em palestras, minicursos, apresentações orais e poster. Ainda conta com uma maratona de apresentacao com premiação para os vencedores e para as melhores pesquisas.

Em 2010 o evento evoluiu e traz ainda uma rica feira de oportunidades, pós-graduação e inovação, proporcionando um contato proveitoso dos participantes do evento com empresas, programas de pós-graduação e incubadoras de inovação. O tema do evento para este ano é “Computação, Inovação e Mercado” e a programação completa está disponível no site do evento - http://www.enacomp.com.br

Nesse sentido convidamos pesquisadores e alunos de iniciação científica e pós-graduação a submeterem seus trabalhos para publicação nos Anais e apresentação Oral e Pôster.

DATAS IMPORTANTES

12 de setembro - Artigo completo – Comunicação Oral: de 6 até 8 páginas
12 de setembro - Artigo resumido – Pôster: de 2 até 4 páginas


ÁREAS PARA SUBMISSÃO

Banco de Dados
Engenharia de Software
Inteligência Artificial
Interação Humano Computador
Linguagens de Programação
Lógica e Semântica de Programação
Metodologia e Técnicas da Computação
Processamento Gráfico
Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos
Sistemas Embarcados
Sistemas Operacionais

Atenciosamente,
Luanna Lopes Lobato (Chair) - contato@enacomp.com.br
Thiago Jabur Bittar (Co-chair)
Acrísio José do Nascimento Jr. (Co-chair)
Comissão Organizadora do VIII ENACOMP

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PIBIC divulga Resultado da Bolsa PIBIC 2010 da área de Ciências Exatas e Tecnológicas

09/08/2010 - 09:03:35 - Marina Farias/PPPG

Confira o resultado da área de Ciências Exatas e Tecnológicas

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) informa os selecionados da área de Ciências Exatas e Tecnológicas referente a Bolsas de Iniciação Científica PIBIC 2010.

A indicação dos nomes dos bolsistas começará na próxima semana e deverá ser feita via internet com cópia da documentação entregue na Coordenação do PIBIC (a documentação constará de cópia de identidade e CPF, carta do orientador apresentando o aluno, inclusive explicitando nome do plano e projeto ao qual o aluno está vinculado, comprovante de que o aluno está regulamente matriculado em curso de graduação e não possui vínculo empregatício nem recebe qualquer outra modalidade de bolsa.

Para mais informações entre em contato pelo número (098)33018714 begin_of_the_skype_highlighting (098)33018714 end_of_the_skype_highlighting

Confira no link abaixo /uploads/files/resultado_Exatas_Tecnologicas.pdf

sábado, 29 de maio de 2010

Google Divulga Lista dos 1000 Sites Mais Acessados

Fonte: http://www.OlharDigital.com.br



O Google liberou essa semana uma lista com os 1000 sites mais acessados da web. Para que isso fosse possível, o buscador se baseou em informações coletadas de seus usuários para chegar a outros sites.

Entre os cinco sites mais visitados estão Facebook, Yahoo, Live.com, Wikipedia e MSN. O Twitter aparece em 18º lugar, enquanto o Orkut está em 45º.

O primeiro site brasileiro a aparecer na lista é o UOL, em 95º lugar.

A lista completa com os 1000 sites mais acessados nos últimos tempos pode ser conferida no Doubleclick ad Planner, do Google.

Criado Protótipo de Notebook para Pulso

Fonte: http://wwww.OlharDigital.com.br



Se você achava que os notebooks presentes no mercado portátil atualmente chegaram ao limite das novidades, saiba que não é bem assim.

Dispensando a necessidade de ter de carregar seu portátil no bolso ou até mesmo na mochila, o Nextep é um notebook que você veste no pulso.

O protótipo, desenvolvido pelo designer japonês Hiromi Kiriki a pedido da Sony, possui tela OLED sensível ao toque. A flexibilidade da tela permite que o protótipo possa ser enrolado no pulso.

Mas não pense que as novidades param por aí. Além da qualidade da imagem por conta da tela touchscreen OLED, o protótipo possui um projetor holográfico. Se você não fica satisfeito em visualizar imagens em sua tela OLED, basta projetá-las em uma superfície plana.

Sendo um protótipo, ainda não há previsão para chegar ao mercado de eletrônicos. Porém, vale ficar atento às novidades da tecnologia.

Novo DVD é Capaz de Armazenar 1.000 Vezes Mais Dados que Blu-Ray

Fonte: http://wwww.OlharDigital.com.br

Cientistas descobriram um novo material sintético constituído por uma forma diferente de cristais de óxido de titânio. A novidade é que este material permite criar discos com capacidade mil vezes maior que um disco de Blu-ray, chegando a 25TB.

De acordo com o cientistas, o processo é possível quando se coloca a substância no disco, formando assim uma película negra de metal. Essa película conduz eletricidade quando o leitor óptico atinge o disco e a luz funcionaria como "ON/OFF" para o armazenamento de dados.

Os pesquisadores afirmam que, pelo fato de o material mudar de cor na presença de luz, as cores refletem a luz de forma diferente, possibilitando o armazenamento diferenciado de informações.

Ainda não há previsão para o produto ser fabricado em escala comercial, mas sabe-se que o custo do material é baixo.

Quantos aos aparelhos que estão no mercado hoje, não há informações se serão capazes de reproduzir os novos discos.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

III Jornada de Informática do Maranhão

O Departamento de Informática da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) promoverá a III Jornada de Informática do Maranhão 2010 (JIM), que será realizada nos dias 31 de maio e 1º e 2 de junho, no Multicenter Sebrae (Calhau). A estimativa de público da edição deste ano é de 250 pessoas.

O evento de caráter acadêmico e técnico tem como objetivo oferecer um espaço de intercâmbio entre os profissionais de informática da região a partir da apresentação e discussão de temas que tratem da aplicação da computação para solução dos problemas do Maranhão.

Por meio da Jornada será possível que estudantes e profissionais de informática tenham contato com temas de interesse acadêmico para o enriquecimento das atividades de pesquisa, além de acesso a novas tendências da área e descoberta de novas linhas de interesse.

Durante a Jornada serão abordados temas relevantes ao mercado de informática, discutindo novas tecnologias e suas aplicações e contribuirá com a disseminação da cultura de informática na sociedade.

Entre os tópicos de interesse geral da jornada estão: Arquitetura de Computadores, Computação Gráfica, Empreendedorismo, Engenharia de Software, Inclusão Digital, Informática na Educação, Informática Pública, Redes de Computadores, Sistemas Distribuídos e Computação Móvel, Sistemas Operacionais, Software Livre, entre outros.

Nos três dias da III Jornada de Informática do Maranhão 2010 serão realizadas palestras, apresentação de trabalhos e mini-cursos. Os trabalhos podem ser submetidos até o dia 13 de maio e devem ser encaminhados para o e-mail: mario@deinf.ufma.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. . Outras informações no 3301-8223.Outras informações disponiveis em http://www.deinf.ufma.br/~jim2010

As inscrições para submissão de trabalhos vai até o dia 16/05

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ciência do Século 21 Exige Realidade Virtual e Inteligência Artificial

Por: Fabio Reynol - Agência Fapesp - 14/05/2010

Laboratórios virtuais

Um matemático resolve equações mergulhado em uma piscina virtual de números e gráficos, na qual ele pode andar e observar os resultados que são construídos à sua volta.

Um químico testa novas interações moleculares movendo manualmente átomos do tamanho de bolas de tênis, que ficam ao seu redor e reproduzem em três dimensões as substâncias formadas.

Esses exemplos futuristas são a solução imaginada por George Djorgovski, professor de astronomia do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), dos Estados Unidos, para que pesquisadores consigam lidar com os dados cada vez mais complexos que a ciência vem produzindo em quantidade gigantesca.

Limite da capacidade humana

Durante o Faculty Summit 2010 América Latina, evento promovido pela FAPESP e pela Microsoft Research, que se encerra hoje (14/05), Djorgovski explicou que a quantidade e a complexidade dos dados científicos ultrapassou os limites da capacidade humana para entendê-los e até mesmo para observá-los.

"É preciso admitir que a maior parte dos dados levantados hoje pela ciência jamais serão vistos por olhos humanos. É simplesmente impossível," disse Djorgovski.

O pesquisador usou como exemplos trabalhos de sua própria área de atuação, a astronomia. Telescópios monitorados por sistemas automáticos registram diariamente enormes quantidades de dados que não poderiam ser totalmente analisados nem se toda a população da Terra fosse formada por astrônomos, de acordo com Djorgovski.

Revolução da informação

O mesmo acontece com outras áreas da ciência que trabalham com grandes quantidades de informações, como é o caso dos estudos sobre a biodiversidade e a climatologia. Além de enorme, esse banco de dados está dobrando de tamanho a cada ano e meio.

"A tecnologia da informação é uma enorme revolução que ainda está em andamento. Ela é muito maior que a Revolução Industrial e só é comparável à imprensa de Gutemberg. Essa revolução tem mudado até os paradigmas científicos vigentes", declarou o pesquisador.

Armas de instrução de massa

Ele explica que as ferramentas, os dados e até os métodos utilizados pela ciência migraram para o mundo virtual e agora só podem ser trabalhados nele.

"Com isso, a web tem potencial para transformar todos os níveis da educação. É uma verdadeira arma de instrução em massa", ressaltou fazendo um trocadilho com o termo militar.

"Ferramentas de pesquisa de última geração podem ser utilizadas por qualquer pessoa do mundo com acesso banda larga à internet", afirmou Djorgovski. Como exemplo, o pesquisador falou que países que não possuem telescópios de grande porte podem analisar e ainda fazer descobertas com imagens feitas pelos melhores e mais potentes equipamentos disponíveis no mundo.

Em busca de sentido

No entanto, trabalhar a educação também envolve o processamento de grande quantidade de informações. Essa montanha de dados a ser explorada levou o pesquisador a questionar a utilidade de uma informação que não pode ser analisada.

Nesse sentido, Djorgovski considera tão importante quanto a coleta de dados, os processos subsequentes que vão selecionar o que for considerado relevante e lhes dar sentido.

São os trabalhos de armazenamento, mineração e interpretação de dados, etapas que também estão ficando cada vez mais a cargo das máquinas.

Além da quantidade, também a complexidade das informações está ultrapassando a capacidade humana de entendimento. "Podemos imaginar um modelo de uma, duas ou três dimensões. Mas um universo formado por 100 dimensões é impossível. Você poderá entender matematicamente a sua formação, mas jamais conseguirá imaginá-lo", desafiou o astrônomo.

Realidade virtual a serviço da ciência

Mesmo assim, ele acredita que ainda há espaço para que raciocínio humano amplie sua capacidade, contanto que receba uma ajuda externa: a da realidade virtual. "A tecnologia desenvolvida para os jogos eletrônicos poderá ajudar o pesquisadores a ter maior compreensão de seu objeto de pesquisa, ao proporcionar uma visualização que o envolve completamente", afirmou ilustrando com os exemplos do matemático e do químico, citados acima.

Para Djorgovski, um dos grandes problemas da ciência atual consiste em lidar com uma complexidade crescente de informações. Como solução, o pesquisador aposta no desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial.

"As novas gerações de inteligência artificial estão evoluindo de maneira mais madura. Elas não emulam a inteligência humana, como faziam as primeiras versões. Com isso conseguem trabalhar dados mais complexos", disse.

A chave para essas soluções, segundo o astrônomo, é a ciência da computação. "Ela representa para o século 21 o que a matemática foi para as ciências dos séculos 17, 18 e 19", disse afirmando que a disciplina é ao mesmo tempo a "cola" e o "lubrificante" das ciências atuais.


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Fonte: Site Inovação Tecnológica- www.inovacaotecnologica.com.br URL: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ciencia-seculo-21-realidade-virtual-inteligencia-artificial

Cinco Desafios em C&T

Superar esses desafios é crucial para o funcionamento, ampliação e reconhecimento do sistema de C&T brasileiro

Por: Marco Antonio Raupp
Fonte: Scientifica American Brasil

No último meio século, a atividade organizada de produção de conhecimento científico estabeleceu-se no país. No centro desse processo estiveram a reforma universitária, institucionalizando a pós-graduação, e a estruturação de um sistema de apoio e fi nanciamento à pesquisa e aos pesquisadores nas universidades e nos centros de pesquisa governamentais.

Como indicador de resultados desse sistema, temos hoje que o Brasil participa com 2% da produção científi ca mundial – resultado significativo, pois mostra que o nosso sistema básico de produção de ciência está do “tamanho econômico do país”, já que esse índice é basicamente o mesmo da participação do PIB brasileiro no PIB mundial.

Estabelecida uma plataforma básica importante para a ciência e tecnologia (C&T), a responsabilidade de ampliação com qualidade e atenção às demandas e necessidades da sociedade e do desenvolvimento do país, pelo seu bom e pleno funcionamento, é grande. Implica o enfrentamento de desafios que merecerão dedicação e esforços iguais ou maiores que aqueles já empregados na construção do sistema básico.

Apresento aqui cinco desses desafios, cuja superação é crucial para a saúde e o bom funcionamento do próprio sistema de C&T, para o reconhecimento de sua utilidade pela sociedade e para que as atividades dos cientistas contribuam para o equilíbrio social e regional do país.

O primeiro deles é a deficiente educação básica e média. A superação desse desafio requer o engajamento da comunidade científica. Não podemos nos furtar à participação, especialmente na questão do ensino das ciências e da matemática. As nossas melhores universidades devem priorizar a formação de bons professores, e em boa quantidade. Isso não vem ocorrendo. Pelo contrário, a formação de professores está sendo relegada àquelas instituições mais destituídas de condições e qualidades. Educação de qualidade é o mais importante requisito para a inclusão social.

A ampliação de vagas nas universidades públicas, sem perder a qualidade, é outro desafio. A vaga em instituição pública é a que de fato está aberta para os filhos da nova classe média, e o atendimento da demanda por profissionais de ensino superior e técnico é condição indispensável para o desenvolvimento do país. A ciência brasileira está basicamente (cerca de 70%) localizada no Sudeste. Por razões estratégicas e de justiça federativa é uma situação que não pode perdurar, como um desafio para o planejamento estratégico e para as políticas de C&T. Temos de redirecionar investimentos federais e estimular fundações de amparo à pesquisa (Faps) locais, como já ocorre em alguns estados.

Em regiões como a Amazônia, o semiárido e a Plataforma Continental Marinha, o conhecimento científico é indispensável para uma intervenção econômica sustentável. É imperativa a atuação do sistema de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) nessas áreas. O aspecto estratégico impõe o desafi o de equacionar devidamente essa questão como forma de amenizar dificuldades regionais.

Outro desafio está na necessidade de aproximação entre o sistema universitário e as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) nas empresas. O Brasil já aprendeu a transformar recursos fi nanceiros em conhecimento; agora, precisamos aprender a transformar conhecimento em riqueza. Além do estímulo à participação de pesquisadores em projetos de interesse da empresa, mecanismos como incubadoras de empresas nascentes nas universidades, parques tecnológicos congregando universidades, centros de pesquisas e empresas com interesse em tecnologia e inovação, podem ser estimulados por políticas públicas para criar pontes de cooperação, em benefício da economia nacional.

Finalmente, há o desafio de superar um gargalo que decorre do fato de a C&T ser atividade recente entre nós. Sendo transversal a todas as outras, sua superação é importante para a boa fluência das demais. Legislações desenvolvidas em outras épocas e situações, voltadas para outros propósitos são confrontadas e/ou questionadas sistematicamente pelas atividades demandadas pelo desenvolvimento científico e tecnológico do país. São exemplos a coleta de material biológico de nossa biodiversidade, o uso de animais em experimentos científicos, a coleta e o uso de células-tronco embrionárias, as impropriedades legais na cooperação entre entidades científicas públicas e empresas privadas, o regime “ultrarrápido” nas importações de insumos científicos, e muitos outros.

Alguns avanços estão ocorrendo, como a nova lei que regulamenta o uso de animais em pesquisa, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre células-tronco, a Lei de Inovação e a Lei do Bem. Mas entendemos que uma revisão geral para identifi cação de gargalos, incluindo um estudo sobre o status institucional das organizações de pesquisa e o regime de contratação de pessoal, entre outros, é absolutamente indispensável.


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Marco Antonio Raupp é matemático, ex-diretor geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cientista Propõe Teoria Unificada da Inteligência Artificial

Por: Larry Hardesty - MIT - 19/04/2010

Regras do pensamento

Nas décadas de 1950 e 1960, os pesquisadores da nascente inteligência artificial dedicaram-se à tentativa de descobrir como o pensamento funciona - e em que regras esse funcionamento se baseia.

Mas essas regras logo revelaram-se muito mais complicadas do que se poderia imaginar.

Desde então, as pesquisas sobre a inteligência artificial têm-se apoiado, não em regras bem definidas, mas em probabilidades - padrões estatísticos que os computadores podem aprender a partir da análise de grandes conjuntos de dados, os chamados dados de treinamento.


Inteligência probabilística

O enfoque probabilístico tem sido responsável pela maior parte dos progressos recentes no campo da inteligência artificial, como os sistemas de reconhecimento de voz ou de tradução automatizada de textos entre idiomas diferentes.

Mas Noah Goodman, um cientista do MIT, que divide seu tempo entre o departamento de Ciências Cognitivas e Cerebrais e o laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial, acha que a inteligência artificial cedeu muito quando desistiu das regras.

Ao combinar os antigos sistemas baseados em regras com insights dos sistemas probabilísticos mais recentes, Goodman descobriu uma forma para modelar o pensamento que poderá ter grandes implicações para o campo da inteligência artificial e para a ciência cognitiva.


Linguagem matemática

Os primeiros pesquisadores da inteligência artificial viam o pensar como uma inferência lógica: se você sabe que as aves podem voar e se lhe for informado que um pintassilgo é uma ave, você pode deduzir que os pintassilgos podem voar.

Um dos primeiros projetos de inteligência artificial foi o desenvolvimento de uma linguagem matemática - muito parecida com uma linguagem de computador - por meio da qual os pesquisadores pudessem codificar afirmações como "as aves podem voar" e "pintassilgos são aves."

Se essa linguagem fosse rigorosa o suficiente, algoritmos de computador seriam capazes de rastrear alegações escritas com ela e calcular todas as deduções logicamente válidas.

Assim que tivessem desenvolvido linguagens como essa, os pesquisadores poderiam começar a usá-las para codificar montanhas de afirmações do senso comum, que seriam armazenadas em gigantescas bases de dados.


Solução braçal

O problema com esta abordagem é que, por exemplo, nem todas as aves podem voar. E entre as aves que não voam, há diferenças fundamentais entre um canarinho que não pode voar porque está em uma gaiola e um canarinho que não voa por estar com uma asa quebrada, e uma outra distinção totalmente diferente entre os canarinhos em qualquer situação e um pinguim.

As linguagens matemáticas que os primeiros pesquisadores da inteligência artificial desenvolveram eram flexíveis o suficiente para representar essas distinções conceituais, mas escrever todas as distinções necessárias mesmo para as tarefas cognitivas mais rudimentares mostrou ser muito mais difícil do que o previsto.


Incerteza das informações

Na inteligência artificial probabilística, por outro lado, um computador é alimentado com montanhas de exemplos de alguma coisa - como fotos de pássaros - e é levado a deduzir, por conta própria, o que esses exemplos têm em comum.

Essa abordagem funciona muito bem com conceitos concretos, como "ave", mas tem problemas com conceitos mais abstratos - por exemplo, voar, uma capacidade compartilhada por pássaros, helicópteros, pipas e super-heróis.

Pode-se apresentar montanhas de imagens de coisas em pleno voo a um sistema probabilístico, mas mesmo que ele consiga descobrir o que todas elas têm em comum, muito provavelmente ele irá incorretamente identificar nuvens, ou o sol ou as antenas no topo dos edifícios, como instâncias de voo.

E há que se considerar que "voo" é um conceito concreto quando comparado a outros como, digamos, "gramática" ou "maternidade".


Linguagem Church

Como uma ferramenta de pesquisa, Goodman desenvolveu uma linguagem de programação chamada Church - em homenagem ao grande lógico norte-americano Alonzo Church - que, como as primeiras linguagens da inteligência artificial, inclui regras de inferência.

Mas as regras da linguagem Church são probabilísticas.

Estabelecido que um pintassilgo é uma ave, um programa escrito em Church é capaz de concluir que os pintassilgos provavelmente podem voar. Mas se for informado ao programa que um pintassilgo pode pesar quase 100 quilogramas, ele pode rever a sua estimativa de probabilidade inicial, concluindo que, na verdade, os pintassilgos provavelmente não podem voar.

"Com o raciocínio probabilístico, você tem a a estruturação de graça," diz Goodman. Um programa em Church que nunca se deparou com um pássaro que não pode voar inicialmente vai definir a probabilidade de que qualquer pássaro voe em 99,99 por cento.

Mas, conforme ele aprende mais sobre emas, pinguins e pintassilgos em gaiolas e com as asas quebradas, ele revê suas probabilidades para levar em conta as novas informações.

Solução artificial

Em última instância, as probabilidades representam todas as distinções conceituais que os primeiros pesquisadores de inteligência artificial teriam de codificar manualmente.

Mas o sistema em Church aprende essas distinções por si mesmo, ao longo do tempo - de forma muito parecida com que os seres humanos aprendem novos conceitos e reveem os antigos.

"O que é brilhante aqui é que o sistema permite que você construa um modelo cognitivo de uma forma fantasticamente mais simples e transparente do que era possível até agora," comenta Nick Chater, professor de ciências cognitivas e da Universidade College London.

"Você pode pensar em todas as coisas que um ser humano conhece - tentar listá-las seria uma tarefa sem fim. Mas o truque mágico aqui está dizendo, 'Não, diga-me apenas algumas poucas coisas, e então o cérebro - ou neste caso, o sistema em Church - pode fazer o resto, usando o cálculo probabilístico e traçando todas as consequências e inferências. E também, quando você dá novas informações ao sistema, ele pode descobrir as consequências dessas novas informações," diz Chater.


Simuladores da mente

Mas Chater também adverte que, embora os programas em Church tenham um excelente desempenho em tarefas específicas, atualmente eles exigem recursos computacionais intensivos demais para servirem como "simuladores da mente" de propósito geral.

"Isto é um problema sério se você estiver pensando em rodar programas em Church para resolver todos os problemas do mundo," diz Chater. "Mas o sistema acabou de ser construído, e estas coisas são sempre muito mal otimizadas em suas primeiras versões."

Chater salienta ainda que simplesmente fazer o sistema funcionar já é um grande feito: "É o tipo de coisa que alguém poderia produzir como uma sugestão teórica, e você pensa, 'Uau, isso é fantasticamente inteligente, mas eu tenho certeza de que você nunca vai fazê-lo funcionar na prática.' E o milagre é que o sistema roda, e funciona."

Mais informações sobre a linguagem Church podem ser obtidas no site http://projects.csail.mit.edu/church/wiki/Church.

Criado um Processador Molecular que Imita o Cérebro Humano

Por: Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/04/2010

Uma equipe de pesquisadores do Japão e dos Estados Unidos anunciou a criação de um circuito capaz de evoluir e resolver problemas extremamente complexos de forma naturalmente paralela, de forma semelhante ao que acontece no cérebro humano.

Inserido nas pesquisas da chamada computação molecular, o feito inédito representa uma mudança de paradigma em relação à atual computação digital, baseada na solução sequencial de problemas.

Segundo os cientistas, o circuito molecular orgânico é a primeira demonstração prática já feita de um "circuito capaz de evoluir", inspirado no mesmo processo usado pelo cérebro humano.

Processamento neural


Os circuitos de processamento de dados dos computadores digitais são estáticos - uma vez construídos, eles serão capazes de fazer sempre as mesmas operações.

Nos nossos cérebros, ao contrário, os circuitos de processamento de informações - os neurônios e suas redes - evoluem continuamente para resolver problemas novos e mais complexos.

"Os computadores modernos são muito rápidos, capazes de executar trilhões de operações por segundo. Nossos neurônios, por outro lado, somente disparam cerca de mil vezes por segundo. Mas isso me permite ver você, reconhecê-lo, falar com você e ouvir alguém andando no corredor, tudo simultaneamente. Isso é uma tarefa impraticável mesmo para o mais rápido supercomputador," disse Ranjit Pati, um dos autores do trabalho.

Pati afirma que o computador molecular foi ideia do seu colega Anirban Bandyopadhyay, ambos atualmente pesquisadores da Universidade Tecnológica de Michigan. Seus colaboradores japoneses trabalham no Instituto Nacional de Ciências dos Materiais e no Instituto de Tecnologia da Informação do Japão.


Processamento paralelo


Apesar da aparente lentidão do cérebro humano em relação aos computadores - comparando a velocidade de chaveamento dos transistores (1013) e a velocidade de disparo dos neurônios (103) - os computadores atuais somente operam sequencialmente. Uma vez estabelecida uma rota ao longo do seu circuito, isto nunca irá mudar.

No nosso cérebro, ao contrário, os impulsos elétricos formam vastas redes dinâmicas, que evoluem constantemente, e que operam coletivamente. É por isto que é tão difícil transportar a forma de resolver problemas do cérebro humano para os computadores.

Da mesma forma, o "circuito evolutivo" deste novo processador molecular é massivamente paralelo, permitindo interconexões simultâneas de até 300 bits.


Processador molecular evolutivo


Para construir o seu processador orgânico evolucionário, os cientistas usaram a DDQ, uma molécula hexagonal feita de nitrogênio, oxigênio, cloro e carbono. As moléculas DDQ se estabeleceram por conta própria, em um processo chamado automontagem, formando duas camadas sobre um substrato de ouro.

As moléculas DDQ podem chavear entre quatro estados condutores - 0, 1, 2 e 3 - ao contrário dos sistemas binários dos computadores digitais, que estão limitados a 0s e 1s.

"A melhor parte é que aproximadamente 300 moléculas 'falam' umas com as outras de uma vez só durante o processamento das informações," explica Pati. "Nós realmente imitamos como os neurônios se comportam no cérebro."


Solução de problemas intratáveis

As cadeias de chaves moleculares, capazes de interagirem simultaneamente, poderão permitir a solução de problemas hoje intratáveis e para os quais não existem nem mesmo algoritmos que possam ser codificados para rodarem nos computadores atuais.

Isto está levando os cientistas a considerarem que essa nova arquitetura, se tornada prática, será capaz de produzir soluções para problemas como a previsão de calamidades naturais ou o surgimento de epidemias - exemplos de situações complexas demais para os computadores atuais.

Para demonstrar essa capacidade, os cientistas simularam dois fenômenos naturais utilizando apenas seu processador molecular: a difusão de calor e a evolução de células cancerosas. Eles também resolveram problemas de lógica clássica, incluindo os complicados diagramas de Voronoi.

Arquitetura paralela

Como é baseado em uma camada molecular orgânica, o novo processador biologicamente inspirado ainda é capaz de se autoconsertar se surgir algum defeito - da mesma forma que, quando um neurônio morre, outro neurônio assume sua função.

"Além de representar uma mudança conceitual do processamento serial com arquiteturas estáticas, nossa abordagem paralela e dinamicamente reconfigurável poderá fornecer meios de resolver problemas computacionais intratáveis por qualquer outro meio," dizem os pesquisadores em seu artigo.

Bibliografia:

Massively parallel computing on an organic molecular layer
Anirban Bandyopadhyay, Ranjit Pati, Satyajit Sahu, Ferdinand Peper, Daisuke Fujita
Nature Physics
25 April 2010
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1038/nphys1636

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Business Intelligence e a Análise do Ambiente

João Sidemar Serain Quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Fonte: http://imasters.uol.com.br/

A Análise do Ambiente é o processo de identificação de oportunidades, ameaças, forças e fraquezas que afetam a empresa no cumprimento da sua missão. Tomemos como exemplo uma ostra.

Um pequeno grão de areia invade seu interior, e por algum tempo ela precisa conviver com aquele ser estranho dentro de si, o que deve provocar certo desconforto, mas com o passar do tempo, aquilo que antes era um grão de areia, transforma-se numa valiosa pérola.

Neste caso vemos que um fator externo agiu sobre a ostra, transformando uma ameaça em uma oportunidade. Este é um caso simples, mas que podemos trazê-lo para o mundo dos negócios.

Para os que temem mudanças, Peter Drucker adverte: "Mudanças são oportunidades. Podem ser vistas como ameaças por muitos executivos - mas todas precisam ser exploradas como uma oportunidade - para fazer algo de diferente, algo de novo e, acima de tudo, para fazer algo melhor, algo mais produtivo e lucrativo".

As oportunidades podem estar em qualquer lugar e surgir a qualquer momento. São janelas que se abrem por certo tempo e se fecham rapidamente. Isto pode acontecer tanto em nossas vidas como também dentro das empresas.

As forças externas que agem sobre uma organização, têm um papel determinante no seu desenvolvimento. Se, por um lado, ocasionam uma pressão fortíssima no sentido de impor crescentes dificuldades, por outro, proporcionam um ambiente de seleção natural, onde as melhores e mais preparadas sobrevivem. Esta analogia com as teorias de Charles Darwin não é inédita no âmbito empresarial, mas ela não se aplica no sentido literal. Enquanto o darwinismo pregava que indivíduos mais favorecidos pela sua natureza sobrepujavam aos menos favorecidos, no mundo dos negócios as empresas podem almejar mudar suas naturezas de fracas a fortes, de lentas a ágeis, de dominadas a dominantes.

Diariamente, milhares de empresas trabalham na busca desta evolução, materializada pelos esforços de seus dirigentes. E estas perguntas estão na mente de todos os executivos do mundo todo:

• Como multiplicar os clientes?
• Como garantir sua fidelidade?
• Como reduzir os estoques sem prejudicar as vendas?
• Como garantir melhores margens de lucro?

Elas ficam ainda mais complexas, uma vez que para respondê-las é necessária uma compreensão de um ambiente externo em constante mutação. E na busca de resolver esta equação, mais e mais ferramentas são colocadas a disposição das empresas, servindo de instrumento para sua evolução neste cenário.

Propósito do Business Intelligence

O BI foi feito para gestores que buscam um melhor entendimento destes cenários, tanto internos como externos, e para isto se propõe a coletar dados dos mais diversos ambientes e áreas da empresa,preparando demonstrativos de desempenho, traçando comparativos e elaborando projeções.

As tecnologias mais utilizadas em BI são:

• Data Warehouses
• Ferramentas de ETL
• Data Marts
• Data Mining
• Geradores de relatórios e consultas
• Ferramentas OLAP / EIS / DSS

Quando falamos de aplicações para negócio, lidamos com dois tipos distintos: Aplicações que Sustentam o Negócio e Aplicações que Analisam o Negócio

Aplicações que sustentam o negócio são compostas por Sistemas OLTP (On-line Transaction Processing, ou Processamento de Transações em Tempo-Real) que trazem retorno de investimento baseado no melhor desempenho do negócio. Sua principal característica é o controle e o registro de transações.

Aplicações que analisam o negócio, são as aplicações de apoio à tomada de decisão mais conhecidas como ferramentas OLAP (On-Line Analytical Processing ou Processamento Analítico em Tempo-Real). Nessas, o retorno do investimento são baseados no melhor conhecimento do negócio. Elas utilizam como fonte de dados os mesmos sistemas de Controle, mas têm como preocupação principal a identificação de tendências.

A diferença principal entre estas duas aplicações, é que enquanto as que Sustentam o Negócio atualizam os dados durante o dia em tempo real, as que Analisam o Negócio são atualizados geralmente em processos batch noturnos, através dos mecanismos de ETL.

O grande problema de uma corporação que conta primordialmente com sistemas OLTP, é que possui muito dado e pouca informação. Sistemas de BI devem ser capazes não apenas de transformar dados em informação, mas utilizar estas informações e mostrar seu impacto nos negócios da empresa.

Existe uma máxima que diz que "A falta de informação leva os executivos a tomarem decisões erradas, e o excesso também.".

Como vocês já devem ter notado, todo BI requer um DW (Data Warehouse) ou Data Mart (Repositório de Dados). Estes por sua vez possuem rotinas de ETL (Extração, Transformação e Carga dos Dados), que trazem as informações de Ambientes Externos fazendo: Tratamentos, Agregações e Sumarizações.

Costumo dizer que é nesta fase que está "O pulo do gato", e se alguma coisa der errada aqui, todo o restante do projeto pode ficar comprometido. Sem deixar de lembrar a fase anterior, da Modelagem de Dados, também deve ser construída com muita atenção pelo profissional responsável e precisa ter uma visão clara do negócio. A fase de construção de um ETL geralmente costuma ser subestimada pela maioria dos projetistas e sua construção pode variar de sete meses a um ano.

Um bom projeto de BI deve ser feito modularmente, com a construção de pequenos Data Marts, cujos resultados passam a ser vistos rapidamente. Uma abordagem mais corporativa que vise a construção de um grande DataWarehouse, já mostrou não ser uma boa opção, por que o projeto torna-se demasiadamente longo (mais de um ano) e caro (algumas centenas de milhares de dólares). Contudo, um projeto com abordagem departamental deve ser construído com cuidado para que haja total integração com os Data Marts existentes, e o DW não necessite ser retrabalhado no futuro.

Como saber se sua empresa necessita de um BI?
• Quando possuir diversas fontes de dados
• Dificuldade de acesso as informações
• Informações centralizadas em pessoas e não em processos
• Grande número de produtos, clientes, fornecedores...
• Grande volume de dados
• Necessidade de acesso as informações históricas
• Difícil acesso aos relatórios gerenciais
• Possui uma visão departamentalizada
• Muito dado e pouca informação
• A informação não está disponível quando se precisa
• Tempo reduzido para a tomada de decisões

Se sua empresa possui algumas destas deficiências, está na hora de começar a pensar em implementar um projeto de Business Intelligence o quanto antes.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Prorrogado o prazo de inscrições do PIBIC-UFMA 2010

A Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFMA (PPPG) e a Coordenação do PIBIC-UFMA informam aos candidatos e orientadores que o prazo para submissão de propostas ao PIBIC-UFMA foi estendido até o dia 16 de maio. Tal prorrogação foi necessária em face da plataforma do PIBIC está sendo utilizada pela primeira vez pelos pesquisadores.

A coordenação informa que está disponível na sala da coordenação do PIBIC para os pesquisadores um computador para tirar suas dúvidas sobre o edital ou obter auxílio na sua submissão e solicitamos também que os pesquisadores tenham atenção com os informes da plataforma com relação à inserção de planos de trabalhos, projetos e submissão das propostas, a qual consiste do conjunto de projetos e planos de trabalhos inseridos na plataforma.

Enfatizamos que quanto à anexação de arquivos PDF, sobretudo das aprovações, o pesquisador necessita colocar apenas um arquivo constando de uma aprovação (ou termo de compromisso com agência, departamento ou centro) e apenas um arquivo de protocolo/aprovação de comitê de ética (quando necessário).

Para mais informações, acesse: http://www.pppg.ufma.br/pibic/

Lugar: UFMA/ASCOM
Fonte: Marina Farias/UFMA/ASCOM
Notícia alterada em: 28/04/2010 11h10